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Os processos de Experiência da pessoa Usuária são ricos em áreas que os alimentam. Digo, toda a gama de conhecimento provém de uma multidisciplinaridade que dá ao UX os caminhos possíveis para mapear boas experiências. Dentre elas, um campo muito proeminente é o da psicologia, porque todos nós correspondemos a estímulos emocionais - desde a forma como lidamos socialmente com os artefatos digitais ou não, a como interpretamos símbolos -. E a psicologia pode nos auxiliar de forma mais ampla quando falamos sobre algumas de suas leis, para compreender o mapa mental dos indivíduos, capacidade de memorização e características correlatas.
Os usuários passam a maior parte do tempo em outros sites e preferem que seu site funcione da mesma maneira que todos os outros que já conhecem
Começamos com o célebre método do "Não é necessário reinventar a roda”. Este princípio nos apresenta o poder da familiaridade, quanto conceito capaz de reduzir a demanda de energia ao se utilizar determinada aplicação. Se você já utilizou alguma plataforma semelhante, sistema ou afins, basicamente criará uma ideia de como o sistema funciona e atingirá o objetivo com mais sucesso. Aqui, respeitamos o repertório visual cumulativo do usuário e utilizamos de seu modelo mental a nosso favor. Um modelo mental é o que achamos que sabemos sobre um sistema, especialmente sobre como ele funciona. Podemos nos ater a característica iterativa do processo de serviço, no sentido de implementar mudanças de forma visualmente confortáveis e orgânicas ao usuário, testando sempre!
O tempo para acessar um alvo é uma função da distância e do tamanho do alvo
Esta lei gira em torno da usabilidade, buscando compreender o modelo do movimento humano no mundo físico, que também percebeu-se correlação com o meio digital. A grosso modo, seria como dizer que enxergamos e acessamos aquilo que está mais próximo de nós. O mesmo aconteceria no meio digital, em que a disposição, tamanho e peso dos elementos influi diretamente na forma como a interação do usuário é feita. Além disso, há aspectos mais técnicos como a "área do polegar”, que seria justamente áreas nas quais o dedo polegar alcançaria sem esforço, proporcionando uma melhor experiência de uso. Deixo como indicação o Material Design para que, o entendimento da importância que a componentização tem na construção de um serviço, seja mais prática.