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O conceito de interação humano-máquina tem expandido seus horizontes conforme as tecnologias progridem. Donald Norman diz que "Quanto menor poder tem as máquinas, mais autoridade elas possuem", isso pela característica incisiva em seus comandos programados.
<aside> 💡 Os designers de tecnologias avançadas orgulham-se das "capacidades de comunicação" que inseriram em seus sistemas. Mas uma análise mais atenta mostra que isso é um erro de terminologia: não existe comunicação, nada parecido com o discurso vai e vem que caracteriza o verdadeiro diálogo
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Quando a máquina intervém, não temos outra alternativa exceto deixar que ela assuma o comando. No exemplo dado no livro, um cara chamado Tom não gosta da forma como o Sistema de Navegação de seu carro "controla" as coisas, sem um diálogo de fato. Num trecho, por exemplo, entre duas cidades da Califórnia, a máquina sugeria 3 percursos possíveis, cada qual com quillometragens diferentes, tempo e pedágios. No entanto, Tom afirma que conhece um outro caminho, não listado no sistema, que levaria menos tempo, preferindo assim desligar o sistema. Isso me lembrou a vez que peguei um uber e, assim que o carro entrou no estacionamento, tirei o cinto para pegar o dinheiro. Não havia trânsito, os demais carros presentes estavam todos parados... O sinal de alerta acendeu - amarelo -, emitindo um pequeno som. O pouco trecho, até o motorista estacionar, foi suficiente para que o som aumentasse consideravelmente e a cor da luz passasse a ser vermelha.
Os assim chamados sistemas inteligentes ficaram muito presunçosos. Eles acham que sabem o que é melhor para nós. A sua inteligência, entretanto, é limitada. E essa limitação é fundamental: é impossível uma máquina ter conhecimento suficiente de todos os fatores que entram na tomada de decisão humana. Mas isto não significa que devamos rejeitar a assistência de máquinas inteligentes. Conforme as máquinas começam a assumir cada vez mais o controle das coisas, no entanto, elas precisam ser socializadas; elas precisam melhorar o modo como se comunicam e interagem, e reconhecer as suas limitações. Só então, elas serão realmente úteis.
<aside> 💡 A esperança é que daqui a não muitos anos, cérebros humanos e computadores estarão tão bem casados uns com os outros, e que a resultante parceria pensará como nenhum cérebro humano jamais pensou.
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Este foi o pensamento do psicólogo J.C.R Licklider, nos anos 50, quando tentou determinar como pessoas e máquinas poderiam interagir, o que ele chamou de relacionamento simbiótico. Essa tal simbiose pensada por J.C.R nada mais é o que discutimos hoje, uma forma mais natural de interação. Recentemente a empresa "Gabriel", anunciou seu dispositivo de Machine Learning para atuar no mercado de segurança pública. Na explicação, diz: "O algoritmo de machine learning da gabriel é capaz de reconhecer padrões suspeitos e emitir alertas". O que seriam esses padrões suspeitos? Há uma forte possibilidade que o algoritmo reproduza comportamentos racistas perpetuados em nossa sociedade, quais critérios éticos e qual julgamento de valores se basearão as determinadas "atitudes suspeitas"? O exemplo que o Don Norman dá no livro, por exemplo, é em uma situação em que, sem sono, levantou da cama e foi mexer no computador. Daí a casa entendeu que ele havia acordado, dando-lhe bom dia, ligando as luzes e a cafeteira, o que fez a sua esposa acordar também. Segundo ele a máquina não tem a questão de interpretar o contexto. No caso da segurança pública, pode identificar pessoas com capuz, pessoas correndo e inúmeras situações desconexas com o real propósito.
Existe um interessante contraste entre as coisas que as pessoas e as máquinas acham fácil e difícil. Ações físicas tais como ficar de pé, caminhar, pular e evitar obstáculos que são relativamente fáceis para as pessoas, mas difíceis se não impossíveis para as máquinas. Emoções tem um papel essencial no humano e animal, ajudando-nos a julgar o que é bom e o que é mal; seguro ou arriscado. Proporcionando também um poderoso sistema de comunicação para transmitir sentimentos e crenças, reações e intenções entre as pessoas. As emoções das máquinas são simplistas.
A história das máquinas inteligentes começa com as primeiras tentativas de desenvolver autômatos mecânicos entre eles mecanismos de relógio e máquinas pra jogar xadrez. Desses primeiros autômatos jogadores de xadrez, o de maior sucesso foi o "turco" de Wolfgang, apresentado com muitas farras e publicidade à nobreza europeia em 1979 e que na realidade era uma fraude, em que escondia um exímio jogador de xadrez dentro.
O verdadeiro crescimento na criação de máquinas inteligentes só começou nos meados do século XX (vinte), com o desenvolvimento da teoria de controle, servomecanismos e retorno, cibernética e teoria da informação e dos autômatos. Isso ocorreu junto com o desenvolvimento de circuitos eletrônicos e computadores, cuja potência dobrava mais ou menos a cada dois anos. As primeiras tentativas de desenvolver uma ciência de inteligência artificial (IA), também começaram nos meados do século XX (vinte).
Durante anos, pesquisadores têm mostrado que uma descrição em três níveis do cérebro é útil para muitos propósitos, mesmo que seja uma simplificação radical da sua evolução, biologia e operação. Pense no cérebro como tendo três níveis de processamento: